Prefácio: What's up, doc???

Cada dia que passa, aprender a língua inglesa tornar-se importante. Seja por questões de trabalho, de estudos ou pela própria onda de globalização, a verdade é que a língua inglesa ganha importância como uma língua franca, o latim do tempos contemporâneos. E como o estudante de Letras/Inglês se enquandra dentro deste novo mundo??? Com a velocidade e o volume cada vez mais crescente de informações, a sala de aula em se já não basta apenas local de aquisição de informações. Acompanhar as tendências que ajudem na sua formação implica hoje usar outros espaços e momentos. Para isso que surge este blog, como outro local onde os alunos de Letras/Inglês da UNEB (Campus 01) possam dividir e debater opiniões acerca dos temas do nosso curso.
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setembro 21, 2008

Uso de blogs no ensino da língua Inglesa

USO DE BLOGS NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA
(slides do trabalho de Ricardo Vidal sobre blog, apresentado na disciplina "Tec. Aplicada ao Ensino")

Definição de Blog
•Etimologia: WEB+LOG. Web = teia (no caso, WWW, teia de alcance global) e LOG (diário de bordo, registro de vôo, registro de desempenho). Mais tarde, reduzido para BLOG, por conta da expressão “We Blog”.
•Um weblog (ou blog) é uma página da World Wide Web, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos de tamanho variável (chamados "posts”).
•Os “posts” são organizados cronologicamente de forma inversa, costumam abordar a temática do blog, e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.
•Os sistemas de criação e edição de blogs são mais atrativos por causa das facilidades que oferecem (dispensa o conhecimento de HTML).

Diferenças Blog/HTML
website padrão.

1.Webdesigner concebe o conteúdo da página
2.Trabalha no editor de website
3.Transferência do(s) arquivo(s) para servidor de hospedagem via FTP (File Transfer Protocol)
4.Página a disposição na World Wide Web
OBS: Necessita conhecimentos básicos de HTML (HiperText Markup Language). Melhor se dominar também JAVA, animações em Flash, etc
blog.
1. Webdesigner concebe o conteúdo da página
2.Trabalha no blogware, telefone celular ou próprio portal do Blog
3.Transferência imediata na World Wide Web
OBS 01: Elimina a etapa do uso do programa de FTP.
OBS 02: Dispensa os conhecimentos básicos de HTML (Hiper Text Markup Language), JAVA, Flash, etc

Componentes de Blog
•BLOGUEIRO: Autor(es)/Proprietário(s) do blog.
•POST: Entrada de texto efetuado no blog e escrito pelo blogueiro.
•COMENTÁRIOS: Parte interativa do blog, onde os visitantes comentam, opinam, critiquem e mandam sugestões ao blog.
•PERMALINK:é um URL que aponta para uma postagem específica de um blog. O intuito dele é permitir que se chegue diretamente ao post desejado quando se faz referência a alguma postagem ou a um conteúdo específico, tornando imediato o acesso ao conteúdo referenciado.
•EXTRAS: demais acessórios (Applets Java, Animações em Flash, enquetes, etc) colocados a mais no blog.

Blog, segundo Ricardo Noblat
Entrevista de Ricardo Noblat à Playboy, (outubro/2005)
" Essa coisa é uma coisa fascinamente. O blog não é só o dono. É uma comunidade que se monta, se arma, se reúne e ajuda, os comentários que essas pessoas põem, as dicas que me enviam."

Evolução do Blog
•PRIMÓRDIOS 1983-1994. “Online Diary” e “Escribicionists”. Época das BBS, Usenet, Gopher Protocol e Finger Protocol (Pré-HTTP).
•1994. Primeiros blogs modernos. “Open-pages webring”, Justin Hall, Jerry Pournelle. Posts colocados manualmente via HTML.
•1997. Jorn Barger (criador do “Robot Wisdon” / www.robotwisdon.com ) cunha o termo “Weblog”. Aplicado inicialmente para tipo de página de links.
•1998. aparecimento do primeiro software para blog (blogware) “Open Diary” em outubro.
•SALTO QUALITATIVO 1999. 01) Peter Merholz transforma “Weblog” em “Blog” quando colocara expressão “We BLOG” no barra de título de sua página “http://peterme.com” (Abril/Maio). 02) Surge de outros blogwares: “LiveJournal” (Março) e “Blogger” (Agosto). 03) Aparecimento do termo “Blogosfera”, inicialmente como piada.
•2001. As faculdades de jornalismo (inclusive a UFBA, com Prof. Dr. André Lemos) começam as primeiras pesquisas sobre Blogs e Blogosfera. Surgimento dos primeiros blogs políticos e jornalísticos no mundo.
•2002. O termo “Blogosfera” ressurge, dentro do conceito moderno de comunidade.
•2005. Blog do Noblat ganha notoriedade pela cobertura da crise do Mensalão.
•2006. Primeira eleição do Brasil influenciada pelos weblogs. A blogosfera brasileira ajuda na reeleição de Lula, fazendo a guerrilha de contra-informação à “grande mídia”.

Blogosfera
Blogosfera é o termo coletivo que compreende todos os blogs como uma comunidade ou rede social. Muitos blogs estão densamente interconectados; blogueiros lêem os blogs uns dos outros, criam links para os mesmos, referem-se a eles na sua própria escrita, e postam comentários nos blogs uns dos outros. Por causa disso, os blogs interconectados criaram sua própria cultura.
Outros termos: "Blogtopia", "Bloguespaço", "Bloguiverso", "Blogsilvânia" e "Bloguistão".
Semelhança com as expressões “Logosfera” (mundo das palavras) e “Noosfera” (Mundo das Idéias)
O termo "blogosfera" pode ser qualificado. Pode-se falar da "blogosfera lusófona", da "blogosfera de esquerda“, “Bloggernacle”(Mórmon), “J-blogosfera” (judaica), “St. Blog’s Parich” (católica), “Edublogosfera” etc.
“Blógobulo” / “Bloguesia” – críticas à Blogosfera

Tipos de Blog
•DERIVADOS DO BLOG: “FLOG / FOTOLOG” – Blog de fotos, “AUDIOBLOG” – Blog de áudio , “VLOG / VIDEOLOG” – Blog de vídeos, “MOBLOG” Blog alimentado por telefone celular, BLOGCAST – Blog + Podcast, “BLIKI / BLOKI / WIKIBLOG” – Blog + Wiki.
•DIÁRIO ON-LINE / CYBERDIÁRIO / BLOG PESSOAL: “Bruna Surfisitinha”, “Sutiã 44”, “Pelas Tabelas”, “Carol Castro” e “Joana Balaguer” (dois últimos, no Bloglog)
•BLOG JORNALÍSTICO: “Blog do Noblat” & “Sexpedia – Flávia Colavitti”
•BLOG HUMORÍSTICO: “Kibeloco” & “Atrocidades / Nizo Neto”
•BLOG CORPORATIVO: (Sexpedia, inicialmente, como parte da revista Galileu)
•BLOG POLÍTICO: “Hemodiálise do Discurso” – Carlos Eduardo Oliveira
•BLOG LITERÁRIO: “Castelo do Bardo Celta” (www.bardocelta.blogspot.com) , “Silva Horrida – Guia de Cidade”, “Andréia del Fuego” & “Ângelo Paraíso Martins”
•BLOG EDUCATIVO OU EDUBLOG : “Unebian_Blog” & “English Teaching” – Profa. Isolda Lisboa.

Edublogs
EDUBLOG ou BLOG EDUCATIVO é todo tipo de blog cujo interesse é voltado à educação. Podem incluir nesta categoria: blogs escrito por ou para professores, blogs sobre política educacional ou blogs cujo propósito seja passar o conteúdo na sala de aula.

Blog na Sala de Aula
•CONSULTA DE TEXTOS AUTÊNTICOS: Da mesma forma que um professor usaria um site “normal” para que os alunos sejam expostos a língua inglesa, o professor usaria um blog.
•APOSTILA ELETRÔNICA: O professor edita sozinho o blog com os assuntos que serão dados nas aulas. Os alunos podem acompanhar seja durante da aula, seja no período extra-classe. A interação com os alunos ficam limitada ao setor “comentários”.
•MURAL-COMUNIDADE: Professor e alunos são co-editores do blog da disciplina. O blog serve como extensão da sala de aula, em que os alunos comentam sobre a aula, tiram dúvidas, colocam notícias... Serve como “diário da disciplina”.
•BLOG – AVALIAÇÃO 01: Os alunos se cadastravam no blog da disciplina. Regulamente o professor passa como atividade para algum tipo de questão que será escrita via Blog. Exemplo da Disciplina “Comunicação e Informática” na FACOM-UFBA em 2001, com prof. Dr. André Lemos.
•BLOG – AVALIAÇÃO 02: Learning Log Digital (para turmas pequenas). No início da unidade, o professor pedem que os alunos criem um blog em que eles farão uma resenha das aulas. O professor daria os prazos e acompanharia os blogs.
•BLOG – AVALIAÇÃO 03: Blog-Seminário. Os alunos criariam em equipe um blog (segundo as especificações do professor) com o tema da pesquisa. Mas tarde apresentariam os resultados para a turma num seminário. Exemplo de alguns blogs organizados pelos alunos do COESVA (Colégio Estadual de Valença).
Alguns motivos para o uso do Blog na sala de aula
•A “web” é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
•Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
•Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
•Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
•Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
•Desenvolver o espírito de colaboração(aprender a conviver) ]

Frequently Asked Questions
•BLOG É COMPLICADOS E OS ALUNOS NÃO ESTÃO PREPARADOS. Se o professor não estiver seguro, pergunte antes para a turma se eles conhecem o que é um blog. Não espante, contudo, se os alunos disserem que sim e citarem que mantém blogs pessoais!! Depois, a tecnologia do blog é simples: é só um meio mais rápido de editar uma pagina na WEB e prescinde dos conhecimentos básicos de HTML
•COMO OS ALUNOS PODERAM ACESSAR O BLOG? O blog, no fundo, é uma página da internet. Sendo assim, eles podem acessar através de um navegador / Broswer
•ONDE OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA PODEM EDITAR O BLOG? Se não puderem acessar em casa ou na escola, eles podem usar os serviços de uma LAN-House. Também podem usar o telefone celular para mandar os posts. Vamos ser francos, é mais fácil os professores da rede pública de ensino desconhecerem as potencialidades da internet dos que esta geração mais nova, que hoje estão nos bancos da sala de aula. Eles não podem ter o acesso a tecnologia de ponta, mas alguma eles já conhecem e põem em prática.

setembro 17, 2008

Sobre o E-board - comentários

(já que estmaos numa aula de tecnologia, aproveitemo-la!!!!)

Os colegas que não puderam ver o "e-board" na Cultura Inglesa perderam!!! Mas falo isso não como deboche ou querendo "mangar" dos colegas. Sei que a maioria dos colegas que não foram tiveram motivos mais do plausíveis para não ir. Só que aula foi mesmo interessante!!! Por isso que deixo aqui este rápido comentário/resumo da aula.

O aparelho é composto de uma tela (uma espécie de monitor), um projetor colocado no teto, um computador conectato à tela e uma "caneta eletrônica". Apesar do computador possui o mouse e teclado, o professor usa mais caneta eletrônica, que pode servir tanto de mouse (para acessar figuras ou passar os slides da aula) como serve para desenhar e escrever na tela.

A aula foi ministrada pelas profas. Adelaide e Isolda. Profa. Adelaide apresentou a tecnologia através da metalinguagem: ao mesmo tempo que mostrava as possibilidades de usos do e-board, ela mostrava também como se "desenha" cada aula e levantava reflexões sobre estas aulas. Foram msotradas 09 possbilidades de uso: Exposição através figuras, exposição através textos simples, exposição através de textos e feeback (exposição em hipertexto/slides de power-point), exposição através vídeo, aula interativa como acesso a internet (e.g. Quiz), aula interativa Animações, Aula interativa com Games e aula interativa no qual o e-board é usado como uma apostila virtual.

Dentre algumas reflexões/observações que vale a pena destacar da aula, temos: 01) Quanto à evolução tecnológica do ensino, pode-se perceber três fases: Uma fase em que a informação é presentada de forma estática (lousa, giz, retroprojetor, projetos de slides fotográficos) - que foi vivida até quase 15 anos atrás; uma fase eletrônica, mais "internética", em que a informação é apresentada de forma dinâmica e hipertextual (como o datashow, o e-board e de certa forma, com o videocassete) e uma fase futura, em que o e-board servria paar transformação do conhecimento, onde os alunos produziriam material apara suas aulas. 02) A aula pode ser dinâmica e atraente, através da multimídia. Com a possibilidade de acrescentar vídeo e som e textos e gráficos que podem se mover, o professor pode atrair mais a atenção do aluno. 03) A aula pode ser mais participativa, com os alunos intervindo mais, apresentando suas idéias com mais freqüência. O momento que um aluno pode está no e-board resolvendo uma quetãos, aos seus colegas tende a opiniar com mais frequência. 04) Comunicação natural entre os alunos. Isto ficou claro quando profa. Adelaide passou uma atividade com um texto escrito "tradicional" e a mesma tarefa usando o e-board. Enquanto na primeira vez os alunos conversavam em dupla mas olhando na xérox, na segudna vez, com o e-board, os aluno conversavam olhando nos olhos um do outro. Parece incrível mas foi verdade!!!!!!!!!!!!!!! Creio que Marshal McLuhsan veria nisso a implosão da Galáxia linear de Gutemberg e o Big-Bang de uma nova racionalidade audio-visual e rizomática...

Claro que isso não esgotou todas as possibilidade de usos do e-board. No caso, vai dependertanto da criatividade do professor em preparar sua aula e no interesse dele em explorar os recursos do equipamento. Se o professor for um 'technofob', if she/he avoids technology, por exemplo - não haverá milagre que permite fazer uma grande aula. Contudo, se a pessoa quiser, será uma espécie de "Bat-professor", aquele super-herói sem super-poderes mas com várias gadgets, o às de debaixo da manga.

Outros dosi aspectos interessantes da aula é que o professor, tendo o software, pode planejar sua aula na sua própria casa - da mesma forma, por exemplo, que ele/a faria uma apresentação de power-point ou uma apostila. Não precisaria está na escola para preparar a aula usando o e-board. Também a aula pode ser gravada e enviada como um arquivo comum, via e-mail. Ou seja, se algum aluno não puder assistir uma aula, este poderia vê-la mais tarde, na sua casa, através do computador. (Espero que profa. Ade nos envie ESTA aula por e-mail).

Creio que muitos dos aluno sairam da aula com vontade de ter o brinquedinho em casa ou poder colocar debaixo dos braços e usar nas aulas. E realmente, para quem é criativo ou queria fazer uma aula realmente profissional e explorar ao máximo as capacidades dos alunos, o e-board realmente dá todas estas possibilidades. Reuni todos as outras tecnologias passadas (lousa de ardósia, giz, video-cassate, projetor de slides fotógraficos, aparelho de som e data-show) num único aparelho. Se o professor qusier, ele pode ser um super-herói...

No mais, só ficou faltando fotos da aula... Quem sabe na próxima...

setembro 10, 2008

Schedule - disciplina Tecnologia Aplicada ao Esino

(usando o lado Doktor Jekyll)

September, 17th:
próxima aula, na Cultura Inglesa (Rua Mato Grosso, esquina com rua Ceará, na Pituba) Uso do "I-BOARD". Favor todos comparecerem. Oportunidade única de conhecerem esta nova tecnologia para educação

September, 24th:
Presentations. Ous eja, temos duas semanas para sentarmos com nossas duplas e fazemos nossa aprresenção de Slides no Power Point. Só para lembrar: cada dupla terá APENAS 15 minutos e o arquivo não pode haver mais de 10 slides. Uma das notas da disciplina. OU seja, nada de faltas.

October, 01st:
Entraga do ensaio "vantagens e desvantagens do uso da tecnologia na sala de aula". Ensaio em Inglês (of course) com cerca de 300 palavras. Outra nota da disciplina. Nada de faltas.

October, 08th:
Entrega dos resultados finais.

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Em suma, só temos quatro aulas antes de terminarmos nosso curso...

Sobre contos - uma resposta ao Exmo Cristiano Lombardi

(aproveitando para exercitar meu lado "Mr. Hyde" no blog... depois retornarei como "Dr. Jekyll")

Caro Sir Cristiano Lombardi

No post "What is short-story?" (http://unebian.blogspot.com/2008/09/what-is-short-story-there-are-many-ways.html), o Exmo Sr. Cristiano Lombardi presentou sua visão, um ensaio sobre uma teoria do Conto. Concordo que o trabalho é bem escrito e fundamentado. Embora eu reconheça que ele colocou a questão é ótimos termos, não posso deixar de expressar minhas discordâncias em alguns pontos.

O Exmo. crítico literário está certo quando coloca que é difícil definir o gênero "conto" somente em aspectos númericos. Como diz o prof. John Keating, literatura não é algo que se meça em números ou que uma pessoa possa dizer "Gostei de Byron mas ele não serve para dançar". Todavia, apesar de reconhecer que conto ou "short-story" seja definada pelo número de palavras, sua análise acabou caindo mais pelos aspectos "quantitativos" do conto do que pelo aspectos "qualitativos". Observemos alguns pontos.

Após analisar (e refutar) nos dois primeiros parágrafos "possíveis definições" de contos baseados em números de palavras, no terceiro parágrafo Dr. Cristiano analisa o conto a partir do ponto de vista da brevidade. Assim, considerando o fato de um conto apresenta poucos personagens e que o enredo é menor (geralmente mudanças do status quo), ele aborda estas questões como pontos que delimitam o tema e conclui, de forma magistral (devo admitir) em que conto seria aquilo que o estilo do escritor e a aprovoção do leitor achar que deva ser um conto.

Pois bem, os pontos levantados pelo Dr. Cristiano apenas tangenciam algumas características externas do conto. Porém, se perscrutarmos mais o assunto, podemos observar o conto possui três características essenciais: Exatidão, Leveza e Rapidez. E estas irão determinar a brevidade do gênero.

A exatidão do conto está na sua linguagem. Mesmo sem perder a docelidade da poesia, ele precisa ser mais exata, conduzir o leitor direto ao ponto. No romance ou na peça de teatro pode-se haver pequenas disgressões ou ser construídos como desvios de percursos (como no caso da "Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, cujo começo é disgressão filósofica sobre Nietzsche que norteiará toda a trama psoterior da obra). No conto, não. Ou dizendo de outra forma, um romance permiti-se a análise. No conto existe a síntese. E a síntese só reside com palavras exatas, que já aponte mais ou menos o caminho. Fora disso, existeria então outros gênero: prosa poética, crônica, ensaio (no sentido original da palavra).

A rapidez no conto está na sua leitura. Um conto deve ser lido numa sentada (disse Edgar Allan Poe, citado pelo Dr. Cristiano Lombardi), dentro de um único resfôlego. Por isso que raramente encontramos capítulos num conto. Se um romance pode ser lido aos poucos, com pausas; no conto o leitor deve ser agarrado pelo colarinho e ser abandonado apenas no final da leitura. Um bom conto deve ser estruturado para que o leitor não pare no meio para reflitir. O conto deve levar a uma reflexão de conjunto, não de partes. Quando isso acontece (exceto nas leituras profissionais dos críticos), o conto perde sua característica para assumir a de outros gêneros literários: novela, mini-romance, prosa poética, monólogo teatral.

Finalmente, há a leveza: um conto é uma narrativa leve e ágil, como uma polaroid ou uma explosão fulgurante. Denso ou não, o enredo do conto deve sr construído dentro da leveza, com agildade de encadeamento. Sendo assim, com o enredo ágil e leve, construído com palavras exatas, chage-se a rapidez de leitura do conto. Talvez amelhor metáfora do conto seja a pérola, comparada ao diamante. Um romance pode ser um diamante tão grande como o hotel Ritz, por suas características. Já o conto deve ter a leveza e a circularidade de uma pérola. Se um diamante pode ser multifacetado, o conto é redondo e leve o suficiente para ser carregado no pescoço ou no dedo do leitor.

Estas três características, na minha opinião, é que estão na base do gênero conto: Leveza, Exatidão e Rapidez. E consequentemente irá resultar em brevidade e outros aspectos levantados por Cristiano.

Em suma, minha discordância quanto a posição de Cristiano, no seu ensaio "What is a short-story?", está no ponto de partida para análise. O nobre colega Dr. Cristiano partiu da brevidade para definir o gênero. Só que começou exatamente na sua conseqüência, sem perceber que o gênero possui outros pontos mais profundos. Por isso que sua conclusão acabou jogando nas mãos do escritores e dos leitores a definição do gênero, quando estas já estavam dadas a priori pelas características supracitadas.

Mas essas são apenas conclusões provisórias tiradas por mim. Espero a defesa do Dr. Cristiano sobre minhas objeções, que, creio eu, será relevante e agradáveis para o nosso debate.

Vosso amigo e olega de estados literários

Herr Doktor Xosé Ricardo, Ph.D.

advantages and disadvantages of technology in the classroom


Technology is part of our lives, and it's impossible to avoid this reality. The classroom, as an environment where students are exposed to new information, is a place to use as many technological resources as possible.Students love classes which are interesting and rich in stimulus. Therefore, things like computers, videos, and etc. are always welcome.


The only disadvantage of using technology in the classroom is he lack of resources of most of our students. Some of them don't even have a computer at home. That's a reality we, teachers, have to deal with. Hopefully, in the future this situation will change, and we'll be able to use technology in the classroom with everybody.

Análise do poema Canção de Cecília Meireles por Kátia Souza






CANÇÃO
Cecília Meireles


A tristeza e a melancolia são o tema deste instante poético. Permeando a dor e as conseqüências das decisões tomadas ao longo da vida, o poeta aponta os efeitos causados por estas à alma. Não é sem dor “a noite se curva de frio” ou sem conseqüências “meus olhos secos como pedras / e as minhas duas mãos quebradas” que o eu poético decide abrir mão de seus sonhos “depois, abri o mar com as mãos, / para o meu sonho naufragar”.



Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

O poeta utiliza-se da alegoria de um navio naufragando para falar da morte de seus sentimentos ou desejos, da destruição de seus sonhos “debaixo da água vai morrendo/ meu sonho, dentro de um navio”. Os sonhos naufragados são sonhos não realizados, indicando que, por certo tempo, o eu lírico dedicou-se a eles; até preparou-lhes um lugar especial. Mas, ao mesmo tempo, parece antever-lhes o insucesso, como se previsse o naufrágio. E assim prevendo, antecipando, decide ele mesmo destruí-los, naufragá-los.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


A beleza natural causa-lhe perplexidade e contrasta vivamente com o fizera. Parece um assassino que acabara de matar sua vítima indefesa e agora contemplava o sangue a escorrer entre seus dedos. O que fizera?


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

O vento pode ser interpretado como um pressentimento, das conseqüências, da dor que está por vir. O vento tanto pode levar embora quanto trazer; este parece trazer. O que ele traz? O frio da solidão? A dor futura companheira? Seja como for, o poeta pressente sua presença e, antecipadamente, sofre.


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


O poeta parece ter pressa, por isso, está disposto a fazer o que for preciso para livrar-se do sentimento, desse sonho, que antes guardara com tanto desvelo. O que interessa, agora, é afundá-lo completamente, de forma a sequer haver qualquer sinal de sua presença. A idéia de lágrimas enchendo o mar para afundar um navio, pode significar a ação voluntária de subverter o sonho de uma vez por todas e o mais rapidamente possível.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.


O mundo parece continuar, como se nada houvesse acontecido; ninguém parece notar o aniquilamento interior do poeta; ele, tampouco, o quer demonstrar; esconde, finge, interpreta. Aparentemente, tudo está bem e não há mais lágrimas para chorar. Ou, quem sabe, a tristeza tamanha que agora carregue, seque-lhe os olhos. Suas mãos, autoras da ação destruidora, estão agora, elas próprias, destruídas, incapazes de novamente realizar semelhante ação. Marcas visíveis de seu sofrimento, de sua auto-mutilação.

O tema melancólico do poema sugere a tristeza causada pela perda dos sonhos, mas não para aí. Sugere, também, a determinação em superar essa tristeza. Tristeza essa causada por suas próprias mãos, mostrando ser possível, ainda que não sem dor, extirpar desejos, sonhos ou sentimentos destrutivos antes que sejamos por eles destruídos.


setembro 08, 2008

Feedback on Vidal,'s Lecture

Last class not only had we learnt a lot about blogs with the great contribution of our friend Vidal but also we were offered the opportunity to practice what we learnt by actually taking part in the blog he created for us.
The class was extremely interesting, with special attention to the history of the blogs.
I was also very profitable for the ones who wish to use blogs with their future students, since Vidal showed a great variety of ways of doing so.
I would like to, on my and the group behalf, to thank Vidal for the chance to had attended his presentation.
Isolda Lisboa

setembro 03, 2008

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

REDAÇÃO DE 180 A 250 PALAVRAS

Eis a nossa missão: produzir redação com o tema acima para a Profª Isolda.

Leituras Sugeridas

  • Antoine Compangon - O Demônio da Teoria / Literatura e senso comum
  • Silviano Santiago - Nas Malhas da Letra
  • Tania Franco Carvalhal - Literatura Comparada (série Princípios)
  • Angélica Soares - Gêneros Literários (série Princípios)
  • Ligia Chiappini Moraes Leite - O Foco Narrativo (série Princípios)
  • Nádia Battella Gotlib - Teoria do Conto (série Princípios)
  • Edwin Gentzler - Contemporary Translation Theories
  • Ferdinand de Saussure - Curso de Lingüística Geral
  • Renata Pallottini - Introdução à Dramaturgia (série Princípios)
  • Merchè Pujol Berché, Luci Nussbaum e Miquel Llobera - Adquisición de Lenguas Extranjeras: Perspectivas Actuales en Europa
  • Michael McCarthy - Discourse Analysis for Language Teachers