Prefácio: What's up, doc???

Cada dia que passa, aprender a língua inglesa tornar-se importante. Seja por questões de trabalho, de estudos ou pela própria onda de globalização, a verdade é que a língua inglesa ganha importância como uma língua franca, o latim do tempos contemporâneos. E como o estudante de Letras/Inglês se enquandra dentro deste novo mundo??? Com a velocidade e o volume cada vez mais crescente de informações, a sala de aula em se já não basta apenas local de aquisição de informações. Acompanhar as tendências que ajudem na sua formação implica hoje usar outros espaços e momentos. Para isso que surge este blog, como outro local onde os alunos de Letras/Inglês da UNEB (Campus 01) possam dividir e debater opiniões acerca dos temas do nosso curso.
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outubro 01, 2008

Technology as a Tool of Education: Between the Techno-Utopia and Technorealism

Technology as a Tool of Education: Between the Techno-Utopia and Technorealism

The Technology needs to be used inside the classroom. In principle, nobody will deny this idea because it is logical and historically coherent. If the evolution of technology was important part in the construction of Humanity’s history, it is the natural that a Human Being uses the technology as part of educational process. But, when someone advances in the question and starts to think about advantages and disadvantages about a broad use of the technology, the debate between techno-utopians and technophobes shows as this point needs more reflection.

By the technophobe perspective, the use of technology has more disadvantages than advantages because the technology (especially electronics-based) is a kind of Pandora’s Box or Mephistopheles and the people must be careful. But, this critical viewpoint has a problem when it is confronted with the technologies means.

The fast development of machines and hardware in the last two decades creates a mistake in the common sense: all discussions about technology involve only computer and internet. The cause of this “confusion” is the fast and fantastic development of informatics and telecommunication had in these years. However, it can not lose track is the fact of technology go beyond the computer. It includes since the complex machines (as a space shuttle) until simple tool (as a tomahawk) or techniques. This notion is more clear when translates the nuclear word τέχνη / techne, that means “Craft” or “Art”. So, “Writing” and “Alphabet” are technologies too, despite the old age… They highlight a curious point: All educational process is derived of a technology – the technique of codify ideas using an organized set of letters – alphabet and/or writting. So, how is it possible only seeing disadvantages in the use of technology in the Education, according technophobes? It is oxymora!

Well, looking by this aspect, there is an invitation to be a techno-utopian and only the advantages of a massive use the technology in the classroom (especially the internet and computer): Increase the students’ motivation, provide real-time information, reach many kinds of learning forms (audiovisual, kinesthetic, etc) and teach the students how select information and change him in knowledge. All is true when the technologies are a TOOL of learning. The problem is when the technology loses this position and turns into the GOAL of learning. According David Shenk: “The art of teaching cannot be replicated by computers, the Net, (…). These tools can, of course, augment an already high-quality educational experience. But to rely on them as any sort of panacea would be a costly mistake.”

Thus, the conclusion is technology has a broad definition which involves simple tools and complex machines. So, the discussion is not only seeing if only use of technology has advantages or disadvantages; however, it is how the technology is used, if the technology is used as a tool or as a goal.

Bibliography

ELLUL, Jacques. “A técnica e o desafio do século”. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1968.

SHENK, David. “Principles of technorealism”. Acessado em em 01º de outubro de 2008, às 07h27.

setembro 21, 2008

Uso de blogs no ensino da língua Inglesa

USO DE BLOGS NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA
(slides do trabalho de Ricardo Vidal sobre blog, apresentado na disciplina "Tec. Aplicada ao Ensino")

Definição de Blog
•Etimologia: WEB+LOG. Web = teia (no caso, WWW, teia de alcance global) e LOG (diário de bordo, registro de vôo, registro de desempenho). Mais tarde, reduzido para BLOG, por conta da expressão “We Blog”.
•Um weblog (ou blog) é uma página da World Wide Web, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos de tamanho variável (chamados "posts”).
•Os “posts” são organizados cronologicamente de forma inversa, costumam abordar a temática do blog, e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.
•Os sistemas de criação e edição de blogs são mais atrativos por causa das facilidades que oferecem (dispensa o conhecimento de HTML).

Diferenças Blog/HTML
website padrão.

1.Webdesigner concebe o conteúdo da página
2.Trabalha no editor de website
3.Transferência do(s) arquivo(s) para servidor de hospedagem via FTP (File Transfer Protocol)
4.Página a disposição na World Wide Web
OBS: Necessita conhecimentos básicos de HTML (HiperText Markup Language). Melhor se dominar também JAVA, animações em Flash, etc
blog.
1. Webdesigner concebe o conteúdo da página
2.Trabalha no blogware, telefone celular ou próprio portal do Blog
3.Transferência imediata na World Wide Web
OBS 01: Elimina a etapa do uso do programa de FTP.
OBS 02: Dispensa os conhecimentos básicos de HTML (Hiper Text Markup Language), JAVA, Flash, etc

Componentes de Blog
•BLOGUEIRO: Autor(es)/Proprietário(s) do blog.
•POST: Entrada de texto efetuado no blog e escrito pelo blogueiro.
•COMENTÁRIOS: Parte interativa do blog, onde os visitantes comentam, opinam, critiquem e mandam sugestões ao blog.
•PERMALINK:é um URL que aponta para uma postagem específica de um blog. O intuito dele é permitir que se chegue diretamente ao post desejado quando se faz referência a alguma postagem ou a um conteúdo específico, tornando imediato o acesso ao conteúdo referenciado.
•EXTRAS: demais acessórios (Applets Java, Animações em Flash, enquetes, etc) colocados a mais no blog.

Blog, segundo Ricardo Noblat
Entrevista de Ricardo Noblat à Playboy, (outubro/2005)
" Essa coisa é uma coisa fascinamente. O blog não é só o dono. É uma comunidade que se monta, se arma, se reúne e ajuda, os comentários que essas pessoas põem, as dicas que me enviam."

Evolução do Blog
•PRIMÓRDIOS 1983-1994. “Online Diary” e “Escribicionists”. Época das BBS, Usenet, Gopher Protocol e Finger Protocol (Pré-HTTP).
•1994. Primeiros blogs modernos. “Open-pages webring”, Justin Hall, Jerry Pournelle. Posts colocados manualmente via HTML.
•1997. Jorn Barger (criador do “Robot Wisdon” / www.robotwisdon.com ) cunha o termo “Weblog”. Aplicado inicialmente para tipo de página de links.
•1998. aparecimento do primeiro software para blog (blogware) “Open Diary” em outubro.
•SALTO QUALITATIVO 1999. 01) Peter Merholz transforma “Weblog” em “Blog” quando colocara expressão “We BLOG” no barra de título de sua página “http://peterme.com” (Abril/Maio). 02) Surge de outros blogwares: “LiveJournal” (Março) e “Blogger” (Agosto). 03) Aparecimento do termo “Blogosfera”, inicialmente como piada.
•2001. As faculdades de jornalismo (inclusive a UFBA, com Prof. Dr. André Lemos) começam as primeiras pesquisas sobre Blogs e Blogosfera. Surgimento dos primeiros blogs políticos e jornalísticos no mundo.
•2002. O termo “Blogosfera” ressurge, dentro do conceito moderno de comunidade.
•2005. Blog do Noblat ganha notoriedade pela cobertura da crise do Mensalão.
•2006. Primeira eleição do Brasil influenciada pelos weblogs. A blogosfera brasileira ajuda na reeleição de Lula, fazendo a guerrilha de contra-informação à “grande mídia”.

Blogosfera
Blogosfera é o termo coletivo que compreende todos os blogs como uma comunidade ou rede social. Muitos blogs estão densamente interconectados; blogueiros lêem os blogs uns dos outros, criam links para os mesmos, referem-se a eles na sua própria escrita, e postam comentários nos blogs uns dos outros. Por causa disso, os blogs interconectados criaram sua própria cultura.
Outros termos: "Blogtopia", "Bloguespaço", "Bloguiverso", "Blogsilvânia" e "Bloguistão".
Semelhança com as expressões “Logosfera” (mundo das palavras) e “Noosfera” (Mundo das Idéias)
O termo "blogosfera" pode ser qualificado. Pode-se falar da "blogosfera lusófona", da "blogosfera de esquerda“, “Bloggernacle”(Mórmon), “J-blogosfera” (judaica), “St. Blog’s Parich” (católica), “Edublogosfera” etc.
“Blógobulo” / “Bloguesia” – críticas à Blogosfera

Tipos de Blog
•DERIVADOS DO BLOG: “FLOG / FOTOLOG” – Blog de fotos, “AUDIOBLOG” – Blog de áudio , “VLOG / VIDEOLOG” – Blog de vídeos, “MOBLOG” Blog alimentado por telefone celular, BLOGCAST – Blog + Podcast, “BLIKI / BLOKI / WIKIBLOG” – Blog + Wiki.
•DIÁRIO ON-LINE / CYBERDIÁRIO / BLOG PESSOAL: “Bruna Surfisitinha”, “Sutiã 44”, “Pelas Tabelas”, “Carol Castro” e “Joana Balaguer” (dois últimos, no Bloglog)
•BLOG JORNALÍSTICO: “Blog do Noblat” & “Sexpedia – Flávia Colavitti”
•BLOG HUMORÍSTICO: “Kibeloco” & “Atrocidades / Nizo Neto”
•BLOG CORPORATIVO: (Sexpedia, inicialmente, como parte da revista Galileu)
•BLOG POLÍTICO: “Hemodiálise do Discurso” – Carlos Eduardo Oliveira
•BLOG LITERÁRIO: “Castelo do Bardo Celta” (www.bardocelta.blogspot.com) , “Silva Horrida – Guia de Cidade”, “Andréia del Fuego” & “Ângelo Paraíso Martins”
•BLOG EDUCATIVO OU EDUBLOG : “Unebian_Blog” & “English Teaching” – Profa. Isolda Lisboa.

Edublogs
EDUBLOG ou BLOG EDUCATIVO é todo tipo de blog cujo interesse é voltado à educação. Podem incluir nesta categoria: blogs escrito por ou para professores, blogs sobre política educacional ou blogs cujo propósito seja passar o conteúdo na sala de aula.

Blog na Sala de Aula
•CONSULTA DE TEXTOS AUTÊNTICOS: Da mesma forma que um professor usaria um site “normal” para que os alunos sejam expostos a língua inglesa, o professor usaria um blog.
•APOSTILA ELETRÔNICA: O professor edita sozinho o blog com os assuntos que serão dados nas aulas. Os alunos podem acompanhar seja durante da aula, seja no período extra-classe. A interação com os alunos ficam limitada ao setor “comentários”.
•MURAL-COMUNIDADE: Professor e alunos são co-editores do blog da disciplina. O blog serve como extensão da sala de aula, em que os alunos comentam sobre a aula, tiram dúvidas, colocam notícias... Serve como “diário da disciplina”.
•BLOG – AVALIAÇÃO 01: Os alunos se cadastravam no blog da disciplina. Regulamente o professor passa como atividade para algum tipo de questão que será escrita via Blog. Exemplo da Disciplina “Comunicação e Informática” na FACOM-UFBA em 2001, com prof. Dr. André Lemos.
•BLOG – AVALIAÇÃO 02: Learning Log Digital (para turmas pequenas). No início da unidade, o professor pedem que os alunos criem um blog em que eles farão uma resenha das aulas. O professor daria os prazos e acompanharia os blogs.
•BLOG – AVALIAÇÃO 03: Blog-Seminário. Os alunos criariam em equipe um blog (segundo as especificações do professor) com o tema da pesquisa. Mas tarde apresentariam os resultados para a turma num seminário. Exemplo de alguns blogs organizados pelos alunos do COESVA (Colégio Estadual de Valença).
Alguns motivos para o uso do Blog na sala de aula
•A “web” é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
•Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
•Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
•Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
•Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
•Desenvolver o espírito de colaboração(aprender a conviver) ]

Frequently Asked Questions
•BLOG É COMPLICADOS E OS ALUNOS NÃO ESTÃO PREPARADOS. Se o professor não estiver seguro, pergunte antes para a turma se eles conhecem o que é um blog. Não espante, contudo, se os alunos disserem que sim e citarem que mantém blogs pessoais!! Depois, a tecnologia do blog é simples: é só um meio mais rápido de editar uma pagina na WEB e prescinde dos conhecimentos básicos de HTML
•COMO OS ALUNOS PODERAM ACESSAR O BLOG? O blog, no fundo, é uma página da internet. Sendo assim, eles podem acessar através de um navegador / Broswer
•ONDE OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA PODEM EDITAR O BLOG? Se não puderem acessar em casa ou na escola, eles podem usar os serviços de uma LAN-House. Também podem usar o telefone celular para mandar os posts. Vamos ser francos, é mais fácil os professores da rede pública de ensino desconhecerem as potencialidades da internet dos que esta geração mais nova, que hoje estão nos bancos da sala de aula. Eles não podem ter o acesso a tecnologia de ponta, mas alguma eles já conhecem e põem em prática.

setembro 17, 2008

Sobre o E-board - comentários

(já que estmaos numa aula de tecnologia, aproveitemo-la!!!!)

Os colegas que não puderam ver o "e-board" na Cultura Inglesa perderam!!! Mas falo isso não como deboche ou querendo "mangar" dos colegas. Sei que a maioria dos colegas que não foram tiveram motivos mais do plausíveis para não ir. Só que aula foi mesmo interessante!!! Por isso que deixo aqui este rápido comentário/resumo da aula.

O aparelho é composto de uma tela (uma espécie de monitor), um projetor colocado no teto, um computador conectato à tela e uma "caneta eletrônica". Apesar do computador possui o mouse e teclado, o professor usa mais caneta eletrônica, que pode servir tanto de mouse (para acessar figuras ou passar os slides da aula) como serve para desenhar e escrever na tela.

A aula foi ministrada pelas profas. Adelaide e Isolda. Profa. Adelaide apresentou a tecnologia através da metalinguagem: ao mesmo tempo que mostrava as possibilidades de usos do e-board, ela mostrava também como se "desenha" cada aula e levantava reflexões sobre estas aulas. Foram msotradas 09 possbilidades de uso: Exposição através figuras, exposição através textos simples, exposição através de textos e feeback (exposição em hipertexto/slides de power-point), exposição através vídeo, aula interativa como acesso a internet (e.g. Quiz), aula interativa Animações, Aula interativa com Games e aula interativa no qual o e-board é usado como uma apostila virtual.

Dentre algumas reflexões/observações que vale a pena destacar da aula, temos: 01) Quanto à evolução tecnológica do ensino, pode-se perceber três fases: Uma fase em que a informação é presentada de forma estática (lousa, giz, retroprojetor, projetos de slides fotográficos) - que foi vivida até quase 15 anos atrás; uma fase eletrônica, mais "internética", em que a informação é apresentada de forma dinâmica e hipertextual (como o datashow, o e-board e de certa forma, com o videocassete) e uma fase futura, em que o e-board servria paar transformação do conhecimento, onde os alunos produziriam material apara suas aulas. 02) A aula pode ser dinâmica e atraente, através da multimídia. Com a possibilidade de acrescentar vídeo e som e textos e gráficos que podem se mover, o professor pode atrair mais a atenção do aluno. 03) A aula pode ser mais participativa, com os alunos intervindo mais, apresentando suas idéias com mais freqüência. O momento que um aluno pode está no e-board resolvendo uma quetãos, aos seus colegas tende a opiniar com mais frequência. 04) Comunicação natural entre os alunos. Isto ficou claro quando profa. Adelaide passou uma atividade com um texto escrito "tradicional" e a mesma tarefa usando o e-board. Enquanto na primeira vez os alunos conversavam em dupla mas olhando na xérox, na segudna vez, com o e-board, os aluno conversavam olhando nos olhos um do outro. Parece incrível mas foi verdade!!!!!!!!!!!!!!! Creio que Marshal McLuhsan veria nisso a implosão da Galáxia linear de Gutemberg e o Big-Bang de uma nova racionalidade audio-visual e rizomática...

Claro que isso não esgotou todas as possibilidade de usos do e-board. No caso, vai dependertanto da criatividade do professor em preparar sua aula e no interesse dele em explorar os recursos do equipamento. Se o professor for um 'technofob', if she/he avoids technology, por exemplo - não haverá milagre que permite fazer uma grande aula. Contudo, se a pessoa quiser, será uma espécie de "Bat-professor", aquele super-herói sem super-poderes mas com várias gadgets, o às de debaixo da manga.

Outros dosi aspectos interessantes da aula é que o professor, tendo o software, pode planejar sua aula na sua própria casa - da mesma forma, por exemplo, que ele/a faria uma apresentação de power-point ou uma apostila. Não precisaria está na escola para preparar a aula usando o e-board. Também a aula pode ser gravada e enviada como um arquivo comum, via e-mail. Ou seja, se algum aluno não puder assistir uma aula, este poderia vê-la mais tarde, na sua casa, através do computador. (Espero que profa. Ade nos envie ESTA aula por e-mail).

Creio que muitos dos aluno sairam da aula com vontade de ter o brinquedinho em casa ou poder colocar debaixo dos braços e usar nas aulas. E realmente, para quem é criativo ou queria fazer uma aula realmente profissional e explorar ao máximo as capacidades dos alunos, o e-board realmente dá todas estas possibilidades. Reuni todos as outras tecnologias passadas (lousa de ardósia, giz, video-cassate, projetor de slides fotógraficos, aparelho de som e data-show) num único aparelho. Se o professor qusier, ele pode ser um super-herói...

No mais, só ficou faltando fotos da aula... Quem sabe na próxima...

setembro 16, 2008

Chamado à reflexão...

PCNs – Ficção ou realidade?


Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) formam um conjunto de recomendações sobre o ensino público do Brasil. Mas, considerando o panorama educacional do nosso país nos últimos anos, cabe a pergunta: os PCNs têm por base a ficção ou a realidade?

Enquanto as instruções permanecem no papel, tudo parece muito perfeito. Considere a seguinte citação pertencente ao documento “Língua Estrangeira Moderna”, dos PCNs +, Ensino Médio:


Não há hoje como conceber um indivíduo que, ao término do ensino médio, prosseguindo ou não sua formação acadêmica, seja incapaz de fazer uso da língua estrangeira em situações da vida contemporânea, nas quais se exige a aquisição de informações.


Com certeza o inglês não é a língua-mãe dos brasileiros. Todavia, este fato não justifica o nível insuficiente dos alunos de escolas públicas em relação à língua estrangeira. Esta é a grande prova do quão fantasioso é o texto presente nos PCNs. A realidade é outra. Bem diferente.

Indo mais além, surge outro questionamento: por que os PCNs não são prioridade em alguns cursos para formação de professores? (vide o curso de Letras, Língua Inglesa & Literaturas da UNEB) Será uma ratificação da ineficácia dos Parâmetros? Ou ainda a descrença em uma educação de qualidade?

As dúvidas já estão lançadas. Que as respostas surjam e transformem o conto de fadas (chamado PCN) em realidade.


Questões Adicionais:


Você concorda com o texto acima? Sim ou não? (por favor, justifique)

Quais são as soluções para o problema da aplicação dos PCNs ao sistema educacional do Brasil?

Por qual razão os PCNs não são discutidos mais abertamente nos cursos para formação de professores?

Você considera os PCNs fundamentais na formação de professores?


Bibliografia


MORAES, Liani. PCN + Ensino Médio – Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Linguagens, códigos e suas tecnologias.

Disponível em <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf> P.93-137.

Acessado em: 16 set. 2008

setembro 10, 2008

advantages and disadvantages of technology in the classroom


Technology is part of our lives, and it's impossible to avoid this reality. The classroom, as an environment where students are exposed to new information, is a place to use as many technological resources as possible.Students love classes which are interesting and rich in stimulus. Therefore, things like computers, videos, and etc. are always welcome.


The only disadvantage of using technology in the classroom is he lack of resources of most of our students. Some of them don't even have a computer at home. That's a reality we, teachers, have to deal with. Hopefully, in the future this situation will change, and we'll be able to use technology in the classroom with everybody.

Listening- an important tool for comprehension






Listening is one of the most important skills to be developed for an EFL student everywhere.Though It is very important to focus English language acquisition proccess on a very detailed listening studies, by the way it's also a complex skill.


Some of the abilities can be taught and learned but listening is the only one which cannot be taught it can simply be acquired through very hard practice.

setembro 09, 2008

Learner’ Ethnic Group Affiliation and L2 Pronunciation Accuracy: A Sociolinguistic Investigation





Learner’ Ethnic Group Affiliation and L2 Pronunciation Accuracy: A Sociolinguistic Investigation

Sumary
Introduction
This article examines the relationship between ethnic group affiliation and second language pronunciation accuracy define as native like, nonaccented L2 speech or L2 speech that contains no first language l1 influences. The studies involved L2 learners from two ethnic groups (Francophone and Chinese in Quebec) in this different sociopolitical context (conflictual and nonconflictual).
Situated in the context of investigating what factors affect L2 pronunciation learning, this article examines the influence on L2 pronunciation accuracy of one relatively unexplored learner variable: ethnic group affiliation.
Despite several learner factors effect on L2 pronunciation learning, as age or other individual factors such as intelligence and aptitude, the ethnic group people were born into influences their behavior.
These group-engendered forces (GEFs) differ from the socially oriented attitudinal and motivational learner variables mentioned earlier in that they emanate from social group and not from individuals. The manipulability of accents for social purpose suggests that its development may be shaped by GEFs. According to Taylor, Meynard and Rhéault (1977), they suggested that a perceived threat to an ethnic group’s stability might be a barrier to L2 learning, ranging from limiting to level attained to preventing learning altogether.
Although the GEFs examined in these studies are strong candidates for influencing the direction and nature of L2 achievement, they represent a very small portion of possible factors and do not focus on pronunciation accuracy as part of L2 achievement. Moreover; these factors also have a limited range of applicability. Not all groups learning an L2 are in conflict situations where threat is a factor.
Wider in applicability to many L2 learning contexts, ethnic group affiliation, that is, a sense of belonging to one’s ethnolinguistic group, is a GEF worth investigating. Virtually everybody has this sense of belonging, socially constructed as individuals grow up amid families. From this socialization, they develop a sense of pride in being part of a particular group, sharing its worldview, and adopting its behavioural norms.
Normally, ethnic group affiliation exists quietly, acknowledged by all, but not subjected to much discussion or questioning. But when people come into contact with other groups – when they move to news settings in search of better social, educational, and economic opportunities, or as others move to their country for similar reasons, instances, individuals first weigh the rewards and costs of identifying with or differentiating themselves from a group and then adopt a behaviour reflecting this decision . If they belong to ethnic groups for whom language is a symbol of identity, they use language to reflect, reaffirm, renegotiate, or reconstruct these identities. It is in this sense that one can hypothesize that ethnic group affiliation may affect the acquisition of L2 pronunciation.
So, two studies are presented that examined the relationship between ethnic group affiliation and L2 pronunciation accuracy. The two studies involved L2 learners from two ethnic groups in two different sociopolitical contexts (a conflictual and a nonconflictual setting). The questions addressed were: a) Is there a relationship between learner’ L2 accent and their ethnic group affiliation as perceived by their fellow learners? and b) If such a relationship exists, what behavioural consequences are associated with it?
STUDY 1
This study examined the attitudes of native Francophone learners toward their peers learning English in Quebec when Québécois nationalism was intense. It was hypothesized that if language is a symbol of ethnic identity, there would be an intimate relationship between language and ethnic group affiliation and it would be strongest for groups in conflict - that is, when individuals are compelled to renegotiate their identity. Examined in this study was the issue of whether Quebec Francophone learners’ pronunciation of English would be used by their peers to gauge their degree of affiliation to the Francophone ethnic group.

Participants
The participants were 24 Francophone learners of English from Montréal selected from two intact English classes, residents in Montréal since birth, and had varying degrees of loyalty to Francophone Quebecers as measured by a self-rated ethnic group affiliation questionnaire. The listeners were assigned to three groups of 8 listeners: a) nationalistic listeners, b) no-nationalistic listeners showed the reverse pattern and c) liberal listeners.

Materials
The materials included two stimulus tapes and a set of questionnaires.

Procedure
The listeners were informed that tey wouldhear several speakers read a passage sometimes singly (only in French or only in English) and sometimes consecutively (in both languages). After they completed the speaker version of the ethnic group affiliation questionnaire and the behavioural scales.

Results
Follow-up comparisons exploring the accent effect indicated that the listeners responded differently to the different accents of the speakers. In particular, when compared on the four pro-Anglophone and the four pro-Francophone scales, the nonaccented speakers (and in most cases. The moderately accented speakers as well) were judged to be significantly more pro-Anglophone and less pro-Francophone than the heavily accented speakers.

Discussion
Results of this study revealed that L2 learners treated their peers’ L2 accent as an indicator of these peers’ degree of ethnic affiliation, suggesting a relationship between the two. Results also revealed that this relationship had certain behavioural consequences, most notably in the listeners’ choice of peers as leaders
.

setembro 03, 2008

Blog

Blog na Sala de Aula – possíveis usos

• CONSULTA DE TEXTOS AUTÊNTICOS: Da mesma forma que um professor usaria um site “normal” para que os alunos sejam expostos a língua inglesa, o professor usaria um blog.
• APOSTILA ELETRÔNICA: O professor edita sozinho o blog com os assuntos que serão dados nas aulas. Os alunos podem acompanhar seja durante da aula, seja no período extra-classe. A interação com os alunos ficam limitada ao setor “comentários”.
• MURAL-COMUNIDADE: Professor e alunos são co-editores do blog da disciplina. O blog serve como extensão da sala de aula, em que os alunos comentam sobre a aula, tiram dúvidas, colocam notícias... Serve como “diário da disciplina”.
• BLOG – AVALIAÇÃO 01: Os alunos se cadastravam no blog da disciplina. Regulamente o professor passa como atividade para algum tipo de questão que será escrita via Blog. Exemplo da Disciplina “Comunicação e Informática” na FACOM-UFBA em 2001, com prof. Dr. André Lemos.
• BLOG – AVALIAÇÃO 02: Learning Log Digital (para turmas pequenas). No início da unidade, o professor pedem que os alunos criem um blog em que eles farão uma resenha das aulas. O professor daria os prazos e acompanharia os blogs.
• BLOG – AVALIAÇÃO 03: Blog-Seminário. Os alunos criariam em equipe um blog (segundo as especificações do professor) com o tema da pesquisa. Mas tarde apresentariam os resultados para a turma num seminário. Exemplo de alguns blogs organizados pelos alunos do COESVA (Colégio Estadual de Valença).

agosto 31, 2008

Links para Apresentação sobre Blogs

  • http://topbiologia.blogspot.com/ (BIOLOGY FOREVER) "Objetivo do blog: Ser utilizado como mecanismo de postagem das atividadeseducacionais destinadas; Despertar a curiosidade dos alunos sobre os assuntos; E acima de tudo ser um instrumento de informação. Equipe: Luana de Oliveira, Márcio de Sousa, Maise Sales, Luan de Almeida, A todos... Welcome!!! ". Alunos do 03º ano matutino do COESVA
  • http://prevencaonosexo.blogspot.com/ (SÓ CAMISINHA NÃO BASTA) - Blog de educação sexual da Equipe 03ª ano 02 do COESVA
  • http://fisicaealeidagravitacaouniversal.blogspot.com/ (FISICA LEI DE GRAVIATAÇÃO UNIVERSAL). bem vindos!!!!!!!! sejam bem vindos oa nosso blog, que é um trabalho escolar sobre a lei da gravitação universal. Criado pelo os aluno do 1ºano do Colegio Estadual de Valença,turma=2,turno=matutino. Componentes= Bruno Luz , Cristiano De Jesus , Daniel Rosário.
  • http://blogbioagua.blogspot.com/ (ÁGUA - FONTE DE VIDA) - Equipe 03 água - COESVA, Colégio Estadual de Valença.
  • http://sociologiaface-unijui.blogspot.com/ (GRUPO DE SOCIOLOGIA DA FACE - UNIJUI
    Blog criado para dar informações aos estudantes do Curso de Sociologia da FACE/UNIJUI)
  • http://editorialinterativo.blogspot.com/ (EDITORIAL INTERATIVO) Quem sou eu
    Este blog limita-se a publicações de artigos sobre educação e tecnologia. Assim, facilitará a troca de informações e conhecimento, permitindo ainda comentários sobre as publicações no intuito de fomentar a discussão sobre os temas. Esta mediação interativa nos beneficiará na economia de tempo, liberdade de espaço e acesso, permitindo-nos uma avaliação qualitativa construtiva, mais tarde discutida em sala de aula. - FAZAG Valença

agosto 28, 2008

Resumo do Texto “THE TASK OF POETRY READING AND 2ND LANGUAGE LEARNING”

O estudo de David Ian Hanauer, da Universidade de Tel-Aviv (Israel) analisa o uso da leitura de poemas no processo de aprendizagem de um segundo idioma dentre alunos do nível avançado. Baseando-se na metodologia de Skehan e ampliando a conceito de Literatura (envolvendo também as letras de canções populares), Hanauer começa analisando os marcos teóricos, que é interessante usar (melhor dizendo, retomar o suo) a literatura no aprendizado de uma segunda língua, não só pelo aspecto da motivação ou de revelar os aspectos culturais da língua-alvo, contido, princpialmente, pela posição psicolingüística que a de que textos literários possuem características especiais (como usos criativos de palavras e a leitura atenta de formas lingüísticas) que podem ser benéficas para o aprendizado do segundo idiomas. Depois descreve os meios pelo qual o texto Suzanne Takes You Down, de Leonard Cohen, foi lido e compreendido nas aulas de ensino de língua estrangeira e a interação entre este entendimento e aprendizado de um segundo idioma. Para tanto, fez um estudo qualitativo de análise dos protocolos em dez estágios desta tarefa de leitura do poema. Participaram 20 jovens alunas de nível superior, entre a idade de 20 e 24 anos e nenhuma tinha formação prévia em literaturas hebraica ou anglo-americana. O resultado obtido foi que esta tarefa, de leitura mais atenta do texto, exigiu altos níveis de concentração atenciosa, análise e produção do significado textual. Assim, logrou a estes alunos a possibilidade de expansão dos seus conhecimentos sobre uso potenciais e significados de uma estrutura lingüística existente. Em complemento, a tarefa pode mostrou também aos alunos a distância entre o discurso e o conteúdo do poema com o conhecimento prévio que eles tinham com a cultura-alvo. Deste modo, a leitura do pode aumentar sua consciência cultural. Este artigo conclui que é importante retomar o uso da poesia no ensino de Inglês (em turmas avançadas) como tarefa para aumentar o conhecimento lingüístico e cultural da língua-alvo.

julho 03, 2008

Sob o Signo de Toth

“Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar” Castro Alves

O Papel do Texto. A presente comunicação surgiu como fruto do relatório apresentado na disciplina Estágio I, realizado sob a supervisão de Profa. Dra. Janaína Weissheimer, no final de 2006. A escolha inicialmente era para saber se eram usados textos escritos paradidáticos no ensino de língua inglesa. Contudo, achou-se de bom alvitre estender a pesquisa, observando antes se textos escritos (ênfase) ERAM USADOS na sala de aula para depois averiguar a tipologia dos textos usados. Contudo, por que pesquisar se os textos são usados?

Teoricamente, como o uso de um idioma envolve o uso das habilidades audiovisuais, aprender um idioma implicaria em aprender também a ouvir, a falar, a ler e a escrever. E da mesma forma que uma pessoa só aprende a falar bem se ela aprendeu a ouvir bem; ela também só escreverá bem se ela ler bem e muito. Como resultado desta tautologia, qualquer aulas de um idioma deveria fazer uso regular de livros didáticos e paradidáticos. Isso é, deveria ser a realidade na práxis do ensino de qualquer língua.

Para reforçar o uso dos textos no ensino de língua, há também a importância social que a escrita possui.. A escrita representou a primeira grande revolução tecnológica, a ponto de servir como marco zero da História e, durante muito tempo, o único suporte onde a fala pudesse viajar através do continuum espaço-tempo. Da mesma forma, a alfabetização ajudar a marcar as diferenças sociais. Exemplo está na exploração colonial na África e nas Américas, ideologicamente justificada porque estas populações autóctones, por serem ágrafas, não teriam “cultura” e assim, precisavam “tutelados” dos “civilizados” europeus… Se, como disse o filósofo inglês, Sir Francis Bacon, “Saber é poder”; saber ler e escrever torna-se contitio sine qua non par’ascensão social.

Contudo, se, por um lado há todos estes argumentos, o ensino da leitura e da escrita (ou seja, o uso de textos) é imperioso, especialmente no ensino de língua estrangeira, que aumentaria ampliar as fronteiras cognitivas do aluno; por outro lado não se pode negar que a recente revolução tecnológica que atingiu a comunicação, com o aparecimento da radiodifusão e da telemática, baseados numa audiovisualidade dinâmica e interativa, de certa forma quebra a hegemonia que a escrita tinha na sociedade. E seguindo estas tendências sociais, percebe-se que o ensino de línguas (principalmente a estrangeira) volta-se a agora para outras abordagens e metodologias menos livrescas e mais “comunicativas”, focadas (com certo exagero, diga-se de passagem) na oralidade.

Sendo assim, pegando o signo de Toth (o deus egípcio da escrita e do saber), a pesquisa, ao voltar sua análise para o uso dos textos num mundo multimídia, não só procurava, inicialmente, compreender o lócus desta ferramenta dentro da nova realidade como tentar apontar novas direções para seu uso dentro da sala de aula – mormente no ensino de língua inglesa. Para tanto, foi observado 10horas/aulas nas 07ª e 08ª série da rede estadual de ensino e 06 horas/aulas num curso particular de idiomas.

Big Crush da Galáxia de Gutenberg. Antes de entrar na discussão pedagógica propriamente dita do ensino de língua inglesa, é preciso entender que admirável mundo novo é esse que se apresenta na contemporaneidade.

Os modernos teóricos da comunicação, como Marshal McLuhan, Albino Rubim, Sérgio Bairon, André Lemos et caterva costumam chamar de Idade Mídia, ou seja, a era em que sociabilidade humana é perpassada principalmente pelas redes telemáticas e a comunicação de massa. É uma era caracterizada pelas multimídia, instantaneidade, televivência, interatividade, interfaces e audiovisualidade. Como diz Albino Rubim, no ensaio “Comunicação, Política e Sociabilidade Contemporâneas: subsídios para uma alternativa teórica”: A contemporaneidade apresenta como uma de suas marcas mais características a (oni) presença tentacular de comunicação midiática (…). Como um deus e sob as mais diversas formas, ela aparece na quase totalidade de lugares e tempos sociais. (…) Seu aparente imediatismo, sua instantaneidade e simultaneidade reinventam vivências, alteram percepções, sensibilidades e processos cognitivos. Isso pode observado, por exemplo, na convergência tecnologia que faz do telefone celular, hoje, também num aparelho de rádio e TV, tocador de MP3, câmara fotográfica, estação de acesso à internet etc. Ou nesta apresentação, com um computador apresentado simultaneamente imagens, texto e música. Mais multimídia, impossível!

Diante desta nova ordem mundial que Sérgio Mattos, no seu ensaio “Meios de Comunicação a serviço da Educação (pedagogia dos meios)” fala da importância de se incorpora as outras mídias além do livro na sala de aula, inclusive não só para integrar o aluno a este novo mundo como para facilitar a própria aprendizagem. Como ele mesmo diz: A utilização do rádio e da televisão em sala de aula tanto auxilia o professor no desempenho de sua função de ENSINAR, como ajuda o aluno no seu papel de APRENDER. Aliás, não é a toa que hoje surge o campo da Educomunicação, interface da Pedagogia e a Comunicação de Massa.

Dialética do Papiro e da Oralidade. Sendo, pode-se imaginar então a morte do texto como elemento didático? A Galáxia de Gutenberg, construída a partir da linearidade estática da escrita, entrou na fase de contração e caminharia para seu fim? A resposta é não. Pelo menos pr’alguns teóricos, como Christina Smart, Mark Augustine, Gail Ellis e Cheron Verster. Eles apresentam uma nova síntese, reabilitando o uso dos textos no ensino de uma língua.

Christina Smart escreveu dois ensaios, chamados “Uso de poemas para desenvolver habilidades receptivas” e “Uso de poemas para desenvolver habilidades produtivas”. Neles, ela defende o uso de poemas tanto para o desenvolvimento da leitura e da escrita, como da fala e da audição. Aliás, ela disse que “Poemas são, afinal, textos autênticos. Por isso são motivadores. São ricos em referencias culturais e criam muitas possibilidades de aprendizado”. Gail Ellis compartilhar mesma opinião, no ensaio “Estimulando os alunos a lerem”. Quando diz que “Motivação é um das chaves para o sucesso do aprendizado de um outro idioma” e que o uso de literatura autêntica como complemento ao material-base é uma das vias para motivar o adolescente.

Seguindo esta linha, Mark Augustine fala das vantagens do uso de poemas no ensino de língua estrangeira (no caso, através do haikai) e Cheron Verster propõem uma maior interação com textos, a partir de Atividades Dirigidas relacionadas com os mesmos.
Analisando as aulas. Essa é a teoria. Mas o que foi visto na prática o uso de textos, comparando as aulas regulares na rede pública de ensino e num curso particular de idiomas. As observações foram feitas entre o final de novembro e o início de dezembro de 2006. Em ambas as situações, os professores possuem o curso superior de Letras.

No curso de idiomas, as turmas eram menores, as salas de aulas em boas condições, com os alunos disposto em semicírculo, o ambiente estava bem equipado (computador conectado na internet nos corredores, salas com TV e DVD, etc.). Também usava um método mais “moderno” (o áudio-lingual). Ora, mais no que foi observado, foi feito pouco uso do livro didático (menos de 15 minutos num total de 06 horas de observação). O resultado disso (que não pode deixar de ser notado) foram que as turmas estavam um pouco apáticas em relação à aula. Sem querer entrar no mérito da metodologia (o qual não estava no foco da pesquisa), considerando também que a observação não estudava motivação dos alunos (e assim não forma vistas outra variáveis) e apesar do talento e do esforço do professor em evitar a apatia do curso, a impressão passada foi que a repetição mecânica de frases prontas e a inexistência de um texto didático que ancorasse para aula deixavam os estudantes a deriva no mar multimidiático de informações. Também parece indicar a importância dos textos paradidáticos, com textos autênticos, na consolidação do ensino de uma língua estrangeira.

Já na escola pública, as turmas são maiores, salas de aulas em condição regular (como no caso de laboratório desativado que foi transformado sem ala de aula a toque de caixa), havia disposição irregular dos alunos, presença de poucos recursos didáticos, metodologia mais clássica (Gramática e Tradução). Os recursos didáticos praticamente se limitavam ao aparelho portátil de som, giz e quadro-negro. Praticamente todos os alunos não possuíam o livro didático indicado pela escola. Contudo, apesar das adversidades, estes alunos não só usaram mais textos (paradidáticos) e como mostraram mais criatividade.

A empolgação e conseqüente sucesso dos alunos da rede pública em atingir os objectivos propostos corroboraram a afirmação de Christina Smart de que o poema é um grande motivador, por serem, antes de qualquer coisa, textos autênticos. Também foi a oportunidade de que os alunos, ao utilizar a letra de música (que, sob certo aspecto, tem parentesco com o poema), pudessem exercitar tantos as habilidades receptivas e produtivas, retomando as idéias de Chiritna Smart nos ensaios “Using poems to develop productive skills” e “Using poems to develop receptive skills”. Ou seja, puderam ler o poema, recitá-lo, coreografá-lo e dramatizá-lo, interagir com o texto, estudar e exercitar a gramática.

Igualmente despertou nos alunos a criatividade de apresentar os trabalhos. Uma equipe dramatizou a música “More than Words” em mímica e depois explicou o conteúdo na letra, parafraseando texto. Outra equipe fez um jogral para apresentar a tradução da música “One last cry”. . Uma terceira equipe cantou um trecho da música “Three little birds” de Bob Marley. Além da gramática, foi trabalhada a questão de tradução, sendo apresentado não só exercício de passar o idioma estrangeiro para o idioma nativo como também o inverso, fazer uma “back-translation” e comparar a tradução feita pelos alunos com o texto original.

Uma coisa que precisa ser observado é que, como a escolha das músicas ficou a cargo dos estudantes, isso comprovou a sugestão de Gail Ellis, quando sugere na primeira parte do artigo “Motivanting pupils to read”, quando ele diz que se deve envolver o educando na seleção dos textos, se possível. Isso deu a eles um “sense of ownership and resposanbility”, dando mais empenho para a realização do trabalho. Isso possibilitou que os textos ficassem mais próximos à realidade cultural do estudante, fazendo que a aprendizagem tornasse mais significativa.

Conclusões e inquietações. Apesar de ser reconhecida a importância do texto escrito e do exercício das habilidades da escrita e leitura durante o aprendizado, isso não quer dizer o texto escrito esteja presente sempre no ambiente educacional, tão pouco ocorre o exercício satisfatório das habilidades supracitadas. Como surpresa agradável, no que pese os problemas, foi no sistema público de ensino que se usou mais e de forma criativa os textos. Como observação marginal, também foi na escola pública que se notou mais sensibilidade à arte. Não só a convergência do teatro e da dança, como a percepção da inter-relação da mesma com a literatura. Foi no meio de umas aulas que o estagiário em questão ouviu um comentário marginal na conversa entre alunas, na qual uma lembrou a outra que poema também é texto e que se poderia ser utilizado um na execução do trabalho final.

Isso demonstra que o engano de outro senso comum de que a literatura e o ensino prático de um idioma devem ser tratados como compartimentos estanques ou que os resultados podem ser muito aquém do esperado. Mark Augustine, no seu texto, demonstrou o sucesso de se utilizar poemas (no caso, o “Haikai-hokku”, forma típica e epigramática da poesia tradicional japonesa) no ensino de Inglês. Christina Smart apontou quanto os poemas podem ser úteis nos desenvolvimento das quatro habilidades lingüísticas – e isso foi corroborado pela observação. A arte é algo inerente à condição humana e, por mais que os espíritos pragmáticos possam negar, ela é importante no processo de formação do homem – como pode ser observado na aquisição do idioma.

Mas porque ainda se tem resistência em usar a literatura no ensino de uma língua estrangeira? Porque ela se apresenta ainda como uma Medusa que petrifica, apavora e imobiliza alguns professores? Algumas pistas poderiam ser levantadas: O nível e a variedade de leitura dos profissionais de ensino da língua, a formação literária do mesmo (o quanto ela é diminuída ou relegada em segundo plano em detrimento a uma maior formação lingüística e baseadas em métodos “científicos e certeiros” de ensino), a pouca abertura dos educadores em experimentar outros caminhos para manter a segurança de alguns métodos. Essas questões podem ser o ponto de partida para uma pesquisa futura na área de Literatura e Ensino de Idiomas.

Outro dado que se observa é a adaptação da Educação com a nova realidade gerada pelo avanço das tecnologias midiáticas. Não se podem negar que as mídias fundadas na audiovisualidade implicaram numa outra visão de mundo, similar ao impacto que a invenção da imprensa por Gutenberg gerou na sociedade feudal, baseada na oralidade. O mundo ver o nascimento de uma outra forma de sociabilidade, uma outra percepção de mundo, um novo paradigma, uma nova racionalidade, que alguns pensadores chamam de rizomática e multipolar. Cedo ou tarde a educação absorverá estas mudanças. Mas como será esse processo? Essa é outra linha de pesquisa, que poderia ser analisada no futuro.

Finalmente, este relatório deixou a semente de esperança de que literatura não é só apenas o deleite estético de alguns poucos iniciados. Ela tem um lugar importante no ensino de qualquer idioma e que a contemporaneidade ainda não está sabendo explorar. Os poetas concretistas (liderados por Décio Pignatari e os Irmãos Campos), nos anos 60, vislumbraram que a poesia deixaria de ser linear para que ela pudesse se adaptar ao nascente mundo cibernético da telas de TV. Eles puderam ver a revolução da informática e reinventaram seus poemas para caberem no “Power-point” e no HTML dinâmico. Por que não o aprendizado de um idioma não pode reivindicar esta nova literatura como seu instrumento de trabalho e assim se reinventar, tornando ainda mais agradável? Fica assim esta derradeira provocação.

Para finalizar, há essa citação de Castro Alves, que foram usados como epígrafe. Fica o convite para se semear livros na alma de um aluno. Livros que, como já dizia Monteiro Lobato, fazem partem na construção de um país.
Salvador, 24 de julho de 2008 (00h05/12h25)

BIBLIOGRAFIA
BULFINCH, Thomas. Mitologia geral – a idade da fábula. Trad. Raul L.R. Moreira e Magda Veloso. Belo Horizonte: Itatiaia, 1962. (Coleção descoberta do mundo. Vol. 21)
MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. 10 ed. Trad. Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1995.
BAIRON, Sérgio. Multimídia. São Paulo: Global, 1995 (Coleção contato imediato)
RUBIM, Antonio Albino Canelas. Comunicação, política e sociabilidade contemporâneas: subsídios para uma alternativa teórica. In: RUBIM, Antonio Albino Canelas (Org.). Idade Mídia: Salvador: Edufba. 1995.
MATTOS, Sérgio. Meios de Comunicação a Serviço da Educação (Pedagogia dos Meios). In: RUBIM, Antonio Albino Canelas (Org.). Idade Mídia: Salvador: Edufba. 1995.
VERSTER, Cheron. Interacting with texts – Directed activities related to texts (DART’s). Disponível na página http://www.teachingenglish.org.uk/think/read/darts.shtml, acessada no dia 06 de janeiro de 2007, às 20h17
ELLIS, Gail. Motivantig pupils to read (1). Disponível na página http://www.teachingenglish.org.uk/think/literature/motivate_read1.shtml, acessada no dia 06 de janeiro de 2007, às 21h09
SMART, Christina. Using poems to develop receptive skills. Disponível na página http://www.teachingenglish.org.uk/think/literature/poems_recep.shtml, acessada no dia 06 de janeiro de 2007, às 21h00
SMART, Christina. Using poems to develop productive skills. Disponível na página http://www.teachingenglish.org.uk/think/literature/poems_prod.shtml, acessada no dia 06 de janeiro de 2007, às 21h00
AUGUSTINE, Mark. Complete poetry resuscitation. Disponível na página http://www.teachingenglish.org.uk/think/literature/haiku.shtml, acessada no dia 06 de janeiro de 2007, às 21h21
VIDAL, Ricardo. Tempos de Mudança. Texto disponível na pagina http://bardocelta.blogspot.com/2006/08/tempos-de-reforma.html. Acessado em 26 de agosto de 2006 às 19h45.

junho 03, 2008

Resumo do Texto “Ensinar é, no máximo, esperar que o melhor aconteça”, de N.S. Prabu.

O presente texto começa discutindo os dois fenômenos – ensino e aprendizagem – tem uma relação de complementaridade (ou seja, se são as duas face de uma mesma moeda) ou não. Depois de analisar três possíveis respostas para esta questão: de que realmente os dois fenômenos são necessariamente complementares, de que ensinar implica em aprender; de que os dois fenômenos são de mesma natureza, porém constituem agendas diferenciadas, chegando até serem conflituosas entre si e; finalmente, de que os dois fenômenos apresentam naturezas distintas, ou seja, enquanto o ensino é um fenômeno deliberado e consciente, a aprendizagem é um processo mental, imprevisível, particular e individual. Diante desta situação, Prabhu fica com a última abordagem (ensino e aprendizagem são processos distintos) e a partir dela desenvolve seu trabalho, considerando que o ensino de uma língua estrangeira. Considera que o ensino ajuda a causar a aprendizagem de maneira geral, podem ser que uma forma de ensino é mais eficaz do que outra; aconselha que é preciso explorar as maneiras de organização do ensino que não só evite manter este pressuposto ensino = aprendizagem como também busque novas formas de avaliar maneiras diferentes de aprendizagem, levando a propor um tipo de planejamento de ensino que valorizem mais os procedimentos da aprendizagem do que o mero acúmulo de conteúdos derivados de uma antecipada definição de objetivos específicos. E finaliza dizendo que “o ensino será sempre uma questão de esperar que aprendizagem ocorra, ao invés de forçá-la a acontecer”.

Leituras Sugeridas

  • Antoine Compangon - O Demônio da Teoria / Literatura e senso comum
  • Silviano Santiago - Nas Malhas da Letra
  • Tania Franco Carvalhal - Literatura Comparada (série Princípios)
  • Angélica Soares - Gêneros Literários (série Princípios)
  • Ligia Chiappini Moraes Leite - O Foco Narrativo (série Princípios)
  • Nádia Battella Gotlib - Teoria do Conto (série Princípios)
  • Edwin Gentzler - Contemporary Translation Theories
  • Ferdinand de Saussure - Curso de Lingüística Geral
  • Renata Pallottini - Introdução à Dramaturgia (série Princípios)
  • Merchè Pujol Berché, Luci Nussbaum e Miquel Llobera - Adquisición de Lenguas Extranjeras: Perspectivas Actuales en Europa
  • Michael McCarthy - Discourse Analysis for Language Teachers